Vale a pena ir a Paraty? Se você procura um lugar para desacelerar, andar por um centro histórico sem carro e passar o dia no mar, vale. A cidade fica na Costa Verde, entre Rio de Janeiro e São Paulo, e cabe em um fim de semana, embora peça mais dias.
Abaixo estão seis motivos, e no fim do texto o que dá para fazer com a Acalanto.
1. Fica perto de São Paulo e do Rio
Do Rio, são cerca de 250 km pela Rio-Santos, e o Google Maps calcula pouco menos de 4 horas, segundo o site paraty.com.br. De São Paulo, a viagem leva de quatro horas e meia a quase sete, conforme o caminho e o meio de transporte: 4h51 pelo caminho de Cunha e cerca de 5h30 pela Tamoios, de carro, e de 6h10 a 6h40 de ônibus. As fontes de cada número estão no nosso guia de como chegar a Paraty saindo de São Paulo.
A estrada já faz parte do programa. Pela Rio-Santos ou pela Tamoios, o último trecho desce a Serra do Mar e termina junto ao mar.
2. O centro histórico vem da época do ouro
No século XVIII, Paraty era o porto de onde saía para a Europa o ouro de Minas Gerais. O Caminho do Ouro, trecho da Estrada Real, terminava aqui. A riqueza daquele período pagou os casarões, as igrejas e as ruas de pedra irregular, o pé de moleque, que você pisa até hoje.
Boa parte do Centro Histórico é fechada a carros, e o ritmo muda por causa disso. Se quiser entender a história pelo gosto, o passeio a pé Paraty em Doses percorre as cachaçarias tradicionais do centro, com degustação.
3. É Patrimônio Mundial da UNESCO, por cultura e por natureza
Em 2019, a UNESCO inscreveu "Paraty e Ilha Grande: Cultura e Biodiversidade" na lista de Patrimônio Mundial. É um título misto, que reconhece ao mesmo tempo o conjunto histórico e a Mata Atlântica que envolve a cidade. Poucos lugares do mundo têm os dois.
4. Tem praia, cachoeira e o Saco do Mamanguá
O município tem dezenas de praias e cachoeiras, de praia de fácil acesso a enseada cercada de mata. O Saco do Mamanguá é conhecido como o único fiorde tropical do Brasil: uma entrada de mar estreita, entre morros altos, que se chega de barco ou por trilha. O apelido é popular, não um termo técnico, mas descreve bem o cenário.
O Fênix Boat é o passeio que o site apresenta como o do fiorde, com paradas como a Praia do Engenho e a Cachoeira do Engenho. Confira o roteiro e as condições na página dele.
Para cachoeira, o passeio de jeep por cachoeiras e alambiques faz quatro paradas para banho e visita dois alambiques com degustação, e existe também o passeio de jeep pela Mata Atlântica.
5. A agenda não depende do verão
Paraty tem programação cultural e gastronômica ao longo do ano. Entre os eventos que mais aparecem estão a FLIP, a Festa Literária Internacional de Paraty, o Festival da Cachaça, Cultura e Sabores e festivais de música, fotografia e cinema. As datas mudam de um ano para outro, então olhe a programação da cidade para o período em que pretende ir antes de fechar hospedagem e passeio.
6. A baía se vê melhor de barco
Boa parte do que torna Paraty especial está na água. O passeio de escuna dura cerca de cinco horas e sai às 10h30 ou às 11h, conforme o barco, com paradas em ilhas e praias para nadar. Os roteiros variam de barco para barco: alguns passam pela Ilha dos Cocos, pela Praia da Lula e pela Lagoa Azul, por exemplo. Quem prefere um dia no próprio ritmo pode fechar um barco privativo e escolher onde parar.
Um detalhe que muda o passeio é a maré. Nas fases de lua cheia e de lua nova, em alguns dias de manhã, a água sobe e invade as ruas mais baixas do centro. Dá um ar diferente à cidade e vale lembrar na hora de calcular o caminho até o cais.
Veja todos os passeios de escuna e de barco privativo da Acalanto, com horário, valores e regras na página de cada um. Se está montando os dias, o roteiro de 2 dias em Paraty encaixa barco, centro e refeições. Vai com criança? Leia os erros de logística para evitar com crianças.
Para decidir como chegar, comece pelo guia de como chegar a Paraty.